O meu eu humano enquanto sendo árvore, Se confunde na composição do ser uma planta, E penso com a natureza de uma árvore. E enquanto árvore, Alargo as minhas ramificações, Tentando ser gigante, Para alcançar o céu. Busco me alargar, Me espalhar, Para abrigar em mim, Centenas de passarinhos, Dezenas de ninhos, Vida. O meu eu humano, enquanto sendo uma árvore, chora, E derrama rios frágeis de seivas, Que através do meu tronco escorrem, Como as lágrimas de um humano desesperado. Sinto medo do futuro incerto e desconhecido, Sinto medo do fim, Como o medo de um menino Em perder o seu brinquedo de estimação. A minha existência humana enquanto árvore, Espera da Terra, A força de continuar existindo, Nesta selva de mentes inconsequentes. Já, a minha existência árvore enquanto humano, Se perde na dor e no desespero, Nos pesares, Pela destruição do todo. No abandono. Respiro ares poluídos, Em uma abóboda transfigurada, Numa cidade atormentada, Que vive de batalhas sangrentas, Onde homens se...